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As Tartarugas Ninja como representantes dos quatro humores

São poucas as crianças que não assistiram e amaram as Tartarugas Ninjas.

Gerações de crianças já cresceram assistindo as tartarugas ninjas adolescentes mutantes com nomes de artistas renascentistas, treinados por um rato mutante, Mester Splinter.

As Tartarugas foram criadas numa história em quadrinhos da Mirage Comics em 1984, na parceria de Kevin Eastman e Peter Laird. A popularidade cresceu após um desenho animado que iniciou-se em 1987 e durou 9 anos, até 1996.

Além disso, foram  4 filmes, videogames da Konami, um longa metragem totalmente em CGI e uma nova animação em 2012 para a Nickelodeon (MUITO BOM!), além do um novo filme reboot em 2014 (MUITO RUIM!).

São eles:


Leonardo (Leo) - O tático, líder corajoso e dedicado estudante de seu sensei, Leonardo usa uma máscara azul e detém duas espadas longas e afiadas. Como maior autoridade dos quatro, muitas vezes ele carrega o peso da responsabilidade por seus irmãos, o que geralmente leva ao conflito com Raphael. Leonardo foi nomeado após o polímata italiano, pintor, engenheiro, inventor, escritor, anatomista, e escultor Leonardo da Vinci.

Donatello - O cientista, inventor, engenheiro e gênio tecnológico, Donatello usa uma máscara roxa e empunha uma Bō . Donatello é, talvez, a tartaruga menos violenta, preferindo usar seu conhecimento para resolver os conflitos, mas nunca hesita em defender seus irmãos. Ele foi nomeado após o artista renascentista e escultor italiano de Florença, Donatello.

Raphael (Raph) - O bad boy da equipe, Rafael usa uma máscara vermelho-escura e empunha um par de Sai . Ele é fisicamente forte, tem uma natureza agressiva e raramente hesita em desferir o primeiro golpe. Ele é muitas vezes representado com sotaque de Nova York. Sua personalidade pode ser feroz e sarcástica, e muitas vezes proporciona um humor sem expressão. Ele é muito leal aos seus irmãos e sensei. Ele foi nomeado após o pintor e arquiteto italiano do Renascimento, Raphael.

Michelangelo (Mikey) - O mais estereotipado da equipe: Um brincalhão fácil de lidar e de espírito livre, Michelangelo usa uma máscara laranja e empunha um par de Nunchaku . Ele é o menos maduro das quatro tartarugas e fornece o alívio cômico . Michelangelo tem um lado aventureiro juntamente com um amor por pizza. Ele é tem um pouco de "surfista" e é muitas vezes representado com um sotaque californiano. Ele foi nomeado após o pintor renascentista italiano, escultor, arquiteto, poeta e engenheiro, Michelangelo .

Todos sempre tiveram suas tartarugas favoritas. Alias, escolher seu favorito parece dizer muito sobre você. Isso porquê as personalidades das Tartarugas são baseadas em arquétipos básicos humanos. Isso é chamado de Teoria humoral.

A Teoria humoral (ou teoria dos quatro humores) já constituiu no principal corpo de explicação racional da saúde e da doença entre o século IV a.C. e o século XVII. Também conhecida por teoria humoral hipocrática ou galénica, segue as teorias dominantes na escola de Kos, segundo as quais a vida seria mantida pelo equilíbrio entre quatro humores: sangue, fleuma, bílis amarela e bílis negra, procedentes, respectivamente, do coração, sistema respiratório, fígado e baço.

http://evanweppler.com/wp-content/uploads/2014/03/humors.pngBasicamente, essa teoria fazia o link entre os líquidos corporais (NOJO) e elementos. Para garantir saúde, deveríamos buscar o equilíbrio desses elementos, na nossa vida e alimentação.

Embora a associação dos temperamentos com fluidos corporais seja obsoleta, a teoria dos quatro humores ainda está atrelada à estrutura de dinâmica de extroversão, que determinaria os relacionamentos interpessoais.

Dentro dessa linha de pensamento, nós, assim como as Tartarugas Ninja, representamos cada um dos quatro humores:

Sangue é do elemento Ar, ligado ao arquétipo Artesão, tendo como característica ser alegre, prestativo e amoroso. Seria a tartaruga Raphael.

Bílis Amarela, do elemento fogo. O Idealista, impulsivo e corajoso. Seria o Michelangelo.

Bílis Negra, do elemento terra. O personagem Guardião, calmo, o líder. Sem dúvida Leonardo.

Fleuma, que simboliza água. O Racional, moderado e diplomático. Esse seria Donatello.


https://theshakespearience.files.wordpress.com/2011/11/comedy-4-humors.png?w=500&h=280

Essa trope, dos quatro temperamentos, está presente na maioria dos "quartetos" na cultura popular. De Sex and the City até Scooby Doo, percebemos que representamos certas funções dentro da estrutura de um grupo.

Então, conta pra gente, que líquido nojento do corpo você é?

Impressão 3D: o futuro de uma sociedade pós-escassez

Vivemos num mundo finito. Nossas escolhas são determinadas por essa limitação. Nem tudo é possível, pois tempo, dinheiro e recursos são restringidos.

Todo nosso sistema de vida é baseado nesse princípio. Em economia, escassez é um termo que descreve uma disparidade entre a quantidade demandada de um produto ou serviço e o montante fornecido no mercado.

Especificamente, a escassez ocorre quando há excesso de demanda.

Escassez é o problema fundamental de se ter desejos humanos praticamente infinitos em um mundo de recursos limitados. Ele postula que a sociedade tem meios de produção e recursos insuficientes para atender aos desejos e necessidades de todos os seres humanos.

Contudo, o que aconteceria se vivêssemos em um mundo sem escassez?
Giddens, um sociólogo britânico, utiliza "pós-escassez" para descrever, de uma forma hipotética, a economia ou a sociedade em que as coisas tais como bens, serviços e informações são grátis, ou praticamente de graça. 

Isso poderia ser possível devido a uma abundância de recursos fundamentais (matéria, energia e inteligência), em conjunto com sofisticados sistemas automatizados capazes de converter matérias-primas em produtos acabados, possibilitando que a fabricação de algo seja tão fácil como a duplicação de um software.

A Impressão 3D parece ser o primeiro passo para chegarmos neste mundo. 

O processo de impressão 3D ou prototipagem rápida pode ser utilizado para inúmeras finalidades. A principal vantagem é a rapidez e o custo relativamente baixo dos modelos desenvolvidos.


Como funciona?

Impressoras 3D montam objetos, camada por camada, a partir de pedaços de materiais, da mesma forma que as impressoras tradicionais criam imagens de pontos de tinta ou toner - mas em três dimensões.

Esse método de fabricação é chamado de aditivo, em oposição à produção subtrativa, que remove as partes de que não se precisa a partir do material bruto. A impressão 3D tem início a partir do nada: começa adicionando materiais, camada por camada, até que o item esteja pronto. 

Hoje, vemos  impressão 3D sendo utilizada em construção, produção de comida e, até mesmo na medicina, com criação de orgãos para transplante.

Enquanto antes trabalhávamos com a limitação de recursos, hoje vivemos um momento em que, se quero uma cadeira, posso imprimir uma cadeira. Ou posso te mandar uma colher por email para você imprimir!


A arte de nomear: Somos o que nos chamam?

Um habito que eu adquiri recentemente é tomar iogurte grego. Adoro! O sabor e a consistência são uma delícia!

Contudo, muitas pessoas diriam que eu não gosto de iogurte grego...não realmente.

Explico: O que eu e muitos brasileiros chamam de iogurte grego, o que é vendido em supermercados no país todo, não é de fato iogurte grego. A consistência e sabor desse produto não é o que os gregos chamariam de iogurte, portanto, essa nomeclatura está errada.

(BTW, eu estive recentemente na Grécia, e realmente são produtos bem diferentes).

Essa dessonância ocorre pois aquilo que fomos ensinados não está de acordo com o que estão apresentando agora.

Quando aprendemos algo nós realizamos uma construção cognitiva, entre o nome e o que ele representa, e quando essas coisas não se encaixam, isso gera um ruído, e provavelmente, te deixará irritado.

"Se a rosa tivesse outro nome, ainda assim teria o mesmo perfume" William Shakespeare

Em lógica e semântica, millianismo sobre os nomes próprios é defender que os nomes têm denotação mas não têm conotação, o que significa que nomes têm referência e seu significado esgota-se na referência.

Basicamente, não existem adaptações nem interpretações. Uma coisa tem aquele nome, e nada mais pode ser chamado por aquele nome, pois o nome significa uma coisa só.

Vemos isso, por exemplo, com Pizza. Italianos dizem que as únicas pizzas verdadeiras são a pizza Napolitana e  a Caprese. Todas as outras, por mais gostosas que forem, não podem ser chamadas de pizza.

Existem muitos defensores dessa teoria, também chamada de teoria da referência direta. Segundo essa teoria, certas expressões, em particular, nomes próprios, referem-se sem a mediação de conceitos ou, no jargão de Gottlob Frege, sentidos (Sinne) -- ou ainda modos de apresentação (Art des Gegebenseins). Tais expressões funcionariam como que "rótulos" (tags, nas palavras de Ruth Barcan Marcus) para os seus objetos.

Em contrapartida, temos A teoria das descrições, também conhecida como Theory of Descriptions. Segundo ela, não existe um "valor veritativo". Ela afirma que a forma sintática das descrições é enganosa, já que não correlaciona sua lógica e/ou arquitetura semântica.

Essa teoria, lançada em 1905 pelo filósofo Bertrand Russell, afirma que denotações são ambíguas. Por exemplo "O gato mais fofo" é único e individual, mas a sua verdadeira identidade é desconhecida.

Ou seja, a construção de significado é algo particular e cultural. Atribuição de significado na nomeclatura não é algo fixo, e precisa, portanto, ser colocado em contexto.

O que eu chamo de pizza, ou iogurte grego, e minha capacidade de apreciar tais produtos como são apresentados está ligado com minha vivência, e com a minha própria construção cognitiva. 

E  isso se torna mais interessante quando fazemos um exercício como nos "Googlear". Se seu nome de certa forma é um descritivo de você, como lidar com outras pessoas com o mesmo nome? Será que existem aspectos meus nos diversos André Tinocos pelo mundo, ou somos uma experiência cognitiva diferente?

De olhos bem fechados: O que fingimos não ver.

Todos acreditamos ser boas pessoas. Ninguém se considera o vilão da história. Mesmo quando fazemos coisas ruins, temos justificativas pensadas para essa coisa ruim (esse é o motivo que costumo odiar vilãs de novela que são más, sem nenhuma característica redentora).

Nós não nos esforçamos para perceber repercussões negativas de nossas ações. Se podemos afirmar inocência, nossa conciência fica tranquila.

E é por isso que odiamos justiceiros sociais. Por que eles trazem luz para coisas que preferimos ignorar.

São as Feministas, expondo uma sociedade machista, movimentos LGBT, nos mostrando preconceitos do dia-à-dia, Veganos, exibindo seu "estilo de vida" saudável, Ecologistas, falando sobre desperdício e aquecimento global...isso tudo afeta você, como pessoa.


Pois, com tantas pessoas TE MOSTRANDO tudo que você está fazendo errado, fica difícil se defender afirmando inocência ou ignorância. 

Vou colocar um link aqui para um vídeo no YouTube para no canal Innuendo Studios sobre essa problemática. Vale a pena conferir esse vídeo.


Quando você SABE que a Zara usa trabalho escravo, fica difícil você justificar sua compra. Muitos tentam usar a desculpa de que "todos usam trabalho escravo", mas, com um pouco de esforço, você pode descobrir exatamente que marcas foram descobertas usando trabalho escravo.

Aqui, fiz o trabalho pra você.

http://business.nmsu.edu/~dboje/nike11093a.jpg
Quando você sabe o sofrimento pelo qual os animais passam, para que você possa comer carne, fica injustificável consumir esse produto, e ainda se chamar de "boa pessoa". E como vivemos numa sociedade católica, e existe muito peso dado para a aparências.

Uma pessoa vir, e te mostrar que sim, você pode viver sem carne, sim, você pode consumir de forma responsável, sim, você deveria se preocupar em não ofender minorias com seus comentários, isso lhe deixa mal.

Eu sei que pensar no que fazemos e como consumimos é difícil, mas não podemos fingir ignorância por que é mais confortável.

Sindrome de Ana Maria Braga

O food porn(*) virou moda.

 Hoje, vemos na televisão e na internet uma pluralidade tremenda de programas sobre comida, preparo de comida, competição de comida, todos focados em estimular sua fome, com diversos nichos, e todos com ótima audiência. 

Estranhamente, a limitação sensorial do meio televisivo e digital não parecem reduzir nossa fome por imagens de comida. Nossos sentidos parecem fazer uma tradução sinestética (**), permitindo que tenhamos um entendimento das "delícias" que aparecem nas telas, mesmo que não tenhamos consumido nenhuma delas.

http://nolavie.com/wp-content/uploads/2014/02/Pork-sliders-2.jpg
Segundo estudos, a visão exerce um papel importante na percepção dos gostos, e ver imagens de comida pode até mesmo melhorar o gosto da comida que estamos ingerindo.

Ou seja, da próxima vez que for comer uma salada, ficarei olhando uma foto de pizza!

*- Food Porn é uma apresentação visual espectacular e com glamour da comida
**- Sinestesia é um fenômeno neurológico que consiste na produção de duas sensações de natureza diferente por um único estímulo.